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domingo, 25 de setembro de 2016

Encontrada outra estrela que pode abrigar megaestrutura alienígena

Equipe de pesquisadores encontra nos arquivos do telescópio Kepler outra estrela com estranhas diminuições de brilho, e propõe uma explicação para o fenômeno

A estrela KIC 8462852, também conhecida como Estrela Tabby, tem sido frequentemente chamado de o astro mais misterioso da galáxia. Em setembro de 2015 foi anunciada a descoberta de seus misteriosos fenômenos de bloqueios de luz estelar, por parte da equipe liderada por Tabetha “Tabby” Boyajian (daí o apelido da estrela), da Universidade Yale de Connecticut. O telescópio espacial Kepler, que produziu os dados desse estudo, observava fenômenos de trânsitos exoplanetários em uma minúscula região da Via Láctea, entre as constelações Cygnus e Draco, conseguindo com isso encontrar mais de 3.000 candidatos a exoplanetas até hoje.
Sabe-se que um exoplaneta gasoso do tamanho de Júpiter bloqueia cerca de um por cento da luz de sua estrela quando passa diante desta, e estando em posição favorável podemos ver com nossos instrumentos essa débil diminuição de brilho. E tais fenômenos se repetem com regularidade, é bom frisar. Contudo, o que foi observado em KIC 8462852 espantou os astrônomos, já que o Kepler flagrou diminuições de brilho estelar irregulares, chegando em uma ocasião a 15 por cento, e em outra a 22 por cento. A explicação mais aceita para o fenômeno seria uma colossal nuvem de cometas, porém esta não explica a totalidade do que foi observado. A hipótese de ser uma estrela distorcida, com formato ovalado, igualmente não foi confirmada.
Assim, a hipótese considerada menos improvável, apresentada como uma remota possibilidade por Jason Wright, da Pennsylvania State University, ainda não foi refutada. Até mesmo o cuidadoso Phill Plait, do blog Bad Astronomy, considera que KIC 8462852 se comporta da forma como seria de se esperar caso uma avançada civilização extraterrestre estivesse construindo um enxame Dyson a seu redor. A ideia de uma megaestrutura como essa foi apresentada pelo físico Freeman Dyson nos anos 60, afirmando que o requerimento de energia crescente de uma civilização avançada a levaria a lançar ao redor de um sol um enorme número de gigantescas estruturas coletoras, a fim de captar a totalidade da energia produzida pela estrela. E o mistério tem se aprofundado, visto que uma equipe de astrônomos liderada por Simone Scaringi, do Instituto Max Planck para Física Extraterrestre na Alemanha, encontrou outra estrela que exibe comportamento semelhante.
MAIS UMA TENTATIVA DE EXPLICAÇÃO


CRÉDITO: ARQUIVO
A possibilidade de uma megaestrutura alienígena ainda não foi refutada pelos cientistas
A possibilidade de uma megaestrutura alienígena ainda não foi refutada pelos cientistas

 A estrela EPIC 204278916, situada a 400 anos-luz de nós, tem tamanho similar ao do Sol mas metade de sua massa, com idade estimada de somente 11 milhões de anos, praticamente recém nascida. Os dados apontam que ao longo de 79 dias de observação a estrela mostrou uma diminuição irregular de brilho de 65 por cento ao longo de 25 dias consecutivos, ainda mais dramática do que a vista em KIC 8462852, que se calcula que tenha ao menos centenas de milhões de anos de idade. Uma hipótese que não se aplica para esta primeira estrela seria a presença de um disco protoplanetário, onde planetas estariam se formando. Porém, para EPIC 204278916 essa é a teoria apontada pela equipe alemã como a mais plausível, desde que esse colossal anel de poeira, gãs e rochas estivesse com sua borda voltada diretamente para a Terra.
Caso esse distante sol realmente tenha um disco onde estão se formando exoplanetas nessa orientação, então suas emissões infravermelhas seriam difíceis de serem detectadas, e dependendo da presença de protoplanetas e de seu tamanho teria um formato muito irregular, causando as grandes diminuições de brilho observadas pelo Kepler. Como EPIC 204278916 é uma estrela muito jovem, a teoria do disco protoplanetário pode se aplicar, e agora muitos cientistas apontam que novas estimativas de idade devem ser feitas também com relação a KIC 8462852. Caso se confirme a presença de um disco nesse sol, então seu estranho comportamento pode encontrar uma explicação, além desta descoberta ajudar a determinar mais um capítulo das teorias de evolução de sistemas solares. Contudo, resta ainda explicar como o brilho de KIC 8462852 tem variado tanto no último século, como recentemente foi descoberto por Bradley Shaefer da Louisiana State University.

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